Querido diário

Até que enfim um fim de semana como eu mereço! Já era tempo. Todo mundo viajando. Sexta-feira: FENEARTE. Alguma coisa bem interessante mas a maioria absolutamente igual a 2010, 2009, 2008… e assim caminha o nosso artesanato pouco criativo. Não se renova mas vale a pena garimpar. Tem gente fazendo coisas diferentes. Comprei seis bruxinhas bem do jeito que eu gosto. Sábado: Amanheci o dia no meio do mundo. Fiz milhões de coisas e ainda fui participar de uma oficina de bonecas de pano na Casa da Cultura, ministrada por Zobeyda Candelária Jiménez, uma bonequeira famosa da Venezuela. O evento faz parte do mes da Venezuela em Pernambuco. Amei. Quando tiver mais tempo faço um post sobre esta experiência. Valeu a pena participar, não apenas pela minha paixão pelas bruxinhas de pano mas pela simplicidade da metodologia aplicada que favorece inúmeras possibilidades criativas e outras mais. De noite, a despeito da oscilação de energia (A CELPE continua prestando um serviço de assistência da pior qualidade ao seu usuário), desliguei os aparelhos e fiquei lendo nos intervalos em que tive luz. Nada de TV, nada de internet. Enquanto faltava energia, aproveitei para telefonar para um monte de gente. É preciso ter tempo para os amigos distantes. Domingo: falei com minha mãe e com Zê. Tudo bem com elas. Minha filha ligou adorando o fim de semana em Garanhuns. Dormi, dormi, dormi. Arrumei a casa rapidamente. Estava uma temperatura bem legal. Deu preguiça de sair. De noite, fui buscar minha filha e comer pizza. Em casa, revi O declínio do império americano e vi As invasões bárbaras que eu havia comprado há bastante tempo. Adorei ver os dois seguidos. Fui ler de novo. Quando vi, eram 2.30 da matina. Tive que parar. Acordei disposta. Como é simples ser feliz e como é espantoso a gente nunca ter tempo pra isso.

ML

Viva São João


Faz tempo que eu não vejo uma quadrilha interessante. Nem na coreografia, nem na música. Pior ainda no figurino. Saí zanzando pela internet para ver se achava alguma coisa parecida com a nossa quadrilha junina tradicional. Vi alguma coisa em festinhas de colégio, em grupos de terceira idade e – por incrível que pareça – em algumas festinhas no interior do Paraná e de São Paulo onde pelo menos o figurino se aproxima das quadrilhas que eu cresci vendo dançar.
Tudo muda, a cultura é dinâmica mas pelamor de Deus, as inovações estão cada mais vez mais ridículas. Lembro que começaram imitando vestimentas de danças gauchas o que já fugia bastante das nossas tradições nordestinas mas agora perderam a noção. O que danado é isso que esse povo tá dançando? É cada passo compondo uma coreografia totalmente exagerada que eu fico bestinha.

E as roupas femininas são o que? Carmen Miranda sem o turbante de frutas na cabeça? Um bolo confeitado? Uma fantasia de carnaval? Uma dançarina de can-can? Uma boneca de maracatu? Uma drag queen, talvez ?
E a figura masculina? Nem na parada gay você encontra tantos trejeitos. Aliás, até andam discutindo o look carnavalesco da parada gay. Tem gente que é contra por várias razões que não vem ao caso agora.
Leques e salamaleques à parte, falta leveza e graça aos passos rigorosamente ensaiados. É muita afetação. Falta a naturalidade e o prazer da brincadeira. Saímos da tradição para a imitação de coreografias modernosas. Quem pode e quem não pode aparecer no festival de quadrilhas da TV Globo procura imitar o que por lá aparece.
Que me perdoem os modernosos de plantão. Sou mais as quadrilhas comandadas por Odilon Nery cujo objetivo era a mais pura brincadeira, característica da festa popular.
As últimas festas que fui na Paraíba e em Pernambuco segregaram a música junina tradicional a espaços específicos e denominaram como forró pé de serra ao que sempre foi apenas forró. Que pé de serra porra nenhuma! É forro e pronto.
Nada contra as bandas que tocam nos shows. Até gosto de algumas. Nada contra a música sertaneja que vem lá de outras bandas. Nada contra as músicas de gênero romântico, pop ou sei lá o que. Quer tocar, toca. Tem gosto pra tudo mas dizer que isto é tradição junina, me poupe…

ML
(Foto: Wescley Jorge)


Inauguração, hoje, 20 horas, do Ponto de Leitura na Casa Jerônimo Jorge.
A comunidade precisa lutar para que esta iniciativa não seja apenas um episódio mas uma rotina na vida da cidade.
Os jovens precisam tomar iniciativas em prol de melhores tempos, mais qualidade de vida e formação ampla que permita desabrochar talentos.
Uma nova mentalidade é tudo que IP precisa para sair do constrangimento da mesmice e do encanto dos vícios.
Investir em cultura e esportes pode fazer muito mas nada fará se você não participar.
Sucesso!

IP: a chance de renascer pela leitura


Ipaumirim, no sertão do Ceará, ganha Ponto de Leitura


Está quase na hora de abrir as portas e janelas. Está quase no momento de abrir as páginas e participar de uma das mais importantes e essenciais iniciativas para o despertar da leitura num pequeno lugar, no interior do Ceará. Em Ipaumirim, na próxima sexta-feira, 24, às 20h, será inaugurado, na Praça Padre Cícero, 10, o Ponto de Leitura Casa Jerônimo Jorge.
O ponto de leitura é um local dedicado ao incentivo da leitura, à realização de cursos, oficinas, palestras e mostras de vídeos, e ideal para fomentar o pensamento artístico e cultural. O processo de instalação se dá por meio de edital público federal do Projeto Mais Cultura e do Plano Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura, que é destinado à pessoa física ou jurídica para a realização de projetos de incentivo à leitura.
O primeiro a ser instalado no município de Ipaumirim é de iniciativa do artista plástico paulista, radicado em Fortaleza, Felipe Gregório Castelo Branco Alves, que foi contemplado em sua terceira tentativa. Segundo ele, o ponto de leitura se diferencia de uma biblioteca comum por ter um projeto de incentivo à leitura. Desta forma, sua importância se dá na aquisição do acervo específico e das atividades lúdicas e artísticas, que serão desenvolvidas ao longo do projeto, com duração inicial de seis meses.
“Nosso objeto maior está na tentativa de formação de público, e na criação e identificação de alguns grupos que se destaquem nas atividades para assim justificar a importância desta iniciativa e poder buscar a sustentabilidade do projeto”, conta animado Felipe Gregório. Para ele, a ideia de ter um ponto de leitura na cidade surgiu na tentativa de proporcionar a crianças, jovens e adultos um meio de ter acesso aos livros, ao mundo da leitura, entre outras atividades culturais e artísticas. Ao todo, 2.500 livros, entre arte, cultura, história, juventude, literatura, mundo do trabalho, livros com o foco na cultura sertaneja e nordestina, de modo geral, e a grande coleção do museu do Ceará compõem o acervo.
O local onde vai ficar o ponto de leitura é uma história a parte. A casa de Jerônimo Jorge, ilustre morador da cidade, é um patrimônio e preserva uma memória arquitetônica e histórica. A partir destas características, é que surge o interesse em desenvolver um espaço cultural para a cidade, que pretende inovar e ir além do ponto de leitura, tornando-se um espaço lúdico, artístico e cultural para todos os moradores de Ipaumirim.
A solenidade de inauguração vai contar com uma mostra sobre o projeto, apresentação musical com banda e artista da cultura popular da região, e uma quadrilha junina em homenagem a São João, santo do dia. O investimento inicial foi de R$ 14 mil, com recurso do governo federal, estadual e municipal.

Ponto de Leitura Casa Jerônimo Jorge
Assessoria de Comunicação
Wescley Jorge – Assessor de Comunicação
Telefone: 85 – 8828 7463 ou 88 – 9926 2500

IP no teatro, em Fortaleza

Nos dias 18, 19 ,20 e 21 de junho de 2011, próximo : sábado, domingo, segunda e terça-feira. Às 20:30h. O espetáculo será no prédio do ICA, avenida Carapinima, número 1615, no bairro Benfica,Fortaleza -CE. Conto com você!
( ENTRADA GRATUITA)
O local fica a dois quarteirões do Shopping Benfica sentido centro… por trás da avenida da Universidade ! super fácil de achar, é um predio. O espetáculo se chama : Tem que andar pra ver.

Caros

Uma das atrizes da peça é Nádia Fabrici, filha de Fátima Jorge. É IP no mundo das artes. Vamos prestigiar.

Bruxinhas de pano

Bonecas da artesã paraibana Lindalva das bonecas

Lindalva é conhecida por fazer suas bonequinhas de pano com detalhes inusitados, como recadinhos nos bolsos, a mamãe com o bebê no colo, dedinhos com unhas pintadas e personagens de histórias infantis, típicos do mundo da fantasia de nossas crianças.
As bonecas de Lindalva tem tamanhos diferentes. Ela faz bonequinhas desde os 4 cm e vai até as bonecas de 30 cm de altura. Lindalva diz que as pequeninas são as mais trabalhosas de fazer, porque os detalhes exigem mais cuidado na confecção. Mesmo com a dificuldade, as bonecas pequenas ela vende a R$2,00 cada e as maiores ficam em torno dos R$30,00 dependendo dos detalhes.
Lindalva usa todo tipo de retalho para confeccionar suas bruxinhas, exatamente dentro dos costumes mais tradicionais, onde as mães costuravam as bonecas com sobras dos tecidos dos vestidos que faziam para as suas filhas. Para suas bonecas ficarem em pé, Lindava tem o hábito de fazer as bases reciclando embalagens plásticas, que são forradas com tecido e recheadas com areia para ficarem firmes.
Gente, quem quiser fazer encomendas para a Lindalva, pode entrar em contato através do telefone (83)8824-6285, ou escrever aqui para a Vila que nós auxiliamos em seu pedido.
Antes que alguém pergunte ou escreva me pedindo, a Vila não tem o passo-a-passo dessas bonecas, porque é o sustento de gente muito simples que depende unicamente do seu trabalho para sobreviver. Se vocês gostaram, façam a parte de vocês, enviando pedidos ou encomendando diretamente com a artesã.
Em breve teremos mandalas de bonecas à disposição para compra no Bazar da Vila. Aguardem.

Fotos: Cris Turek e Marcelo Pereto
Fonte: http://www.viladoartesao.com.br/blog/2010/07/fuxicos-e-bonecas-de-pano-nordestinas/

Tô aqui doidinha esperando a Fenearte 2011 no início de julho quando encontro minhas lindas bruxinhas de pano. Só gosto das bruxinhas tradicionais. Nada de bruxinhas estilizadas. Semana passada comprei tres fofinhas lá em Gravatá. Preciso arrumar um lugar para guarda-las melhor. Um dia vou aprender a confecciona-las. Quem souber de algum curso, me avise, por favor.