As procissões, de uma maneira geral, estão crescendo muito. No dia 11, no início da festa, na busca do santo na Pedra de São Sebastião, a procissão principal no dia 20 e no dia 21 quando novamente o santo volta ao seu lugar de origem.
Foto do andor na Procissão do dia 20
(Imagem cedida por Fernando Luiz da Nóbrega Jorge)
Imagem da procissão para deixar o santo na Pedra de São Sebastião
(foto capturada do site da Paróquia de Ipaumirim)

Foto da procissão para buscar o santo na Pedra de São Sebastião
(Fonte: site da Paróquia de Ipaumirim)

Dia 19 foi dia de casamentos, há tempos eu não via tanto casamento junto. Lembrei dos antigos casamentos em roda que se faziam há muitos anos.
As novenas e missas estão cada vez mais concorridas e, acredito eu, se não fosse o calor insuportável dentro da igreja, muito mais gente participaria. Da calçada, pode-se observar a movimentação dos que entram, fazem suas orações mas não esperam pela cerimônia religiosa. Uma medida muito boa foi proibir o estacionamento no largo da igreja na hora da procissão.

Foto da subida da Pedra de Sâo Sebastiao
(Fonte: Site da Paróquia)

Outro ângulo da romaria na Pedra de São Sebastião

(Fonte: Site da Paróquia)

A visitação da capelinha no alto da Pedra, principal ponto de romaria, impressiona pela quantidade de romeiros que aumenta a cada ano. Caminhões, caminhonetes, paus de arara, vans, ônibus, velhos automóveis misturam-se aos carros importados estacionados desordenadamente nas ruas da cidade.
Escadaria da Pedra
(Foto cedida por Fernando Luiz da Nóbrega Jorge)

O calor intenso e o vai e vem da multidão, subindo e descendo a Pedra, mostra que as obras de infra-estrutura, construídas na Prefeitura de Dr. Miraneudo que deram uma grande contribuição à romaria em termos de segurança e conforto, já precisam ser ampliadas para dar mais fluidez ao tráfego de pessoas.
No acesso antigo a subida é muito mais complicada e íngreme comprometendo a segurança dos romeiros que estão sujeitos ao limo escorregadio quando, por acaso, dá uma chuvinha para refrescar o clima.
Foto da missa na Pedra de São Sebastião.
(Imagem capturada da internet, não sei de onde)

A cobertura do altar no alto da Pedra simplesmente caiu. Para completar a sensação de desleixo e abandono, tem aquela estátua branca, feia, mal feita e fora de propósito. A Pedra de São Sebastião não tem nada a ver com Dr. Arruda e acredito que o próprio, um homem bem apessoado e simpático, se sentiria profundamente ofendido sendo representado por aquele desastre estético. Ainda tem a antena da telefonia mas podemos considerá-la como uma licença à tecnologia da informação sem a qual é impossível viver em nossos dias.

Corredor principal de acesso à Pedra de São Sebastião
(foto foi capturada internet mas não lembro de onde)

Se a partir do Arco dos Filhos e Amigos, a poeira é insuportável, antes dele, fica a desorganização do comércio ambulante. Chapéu, artigos de plástico, bonecos de gesso, banca de jogo caipira, fita, lembranças, CDs e DVDs tomam conta da passagem já estreita por conta da instalação do parque. A criançada fica exposta ao sol e aos inseguros e precários brinquedos esperando que a lotação compense o funcionamento. Eu fico me perguntando se existe alguém na cidade responsável pela fiscalização e segurança do parque de diversões ou se é só São Sebastião que toma conta daquela temeridade. Ainda bem que o santo é forte e até hoje não há registro de acidentes sérios. Aproveito para lembrar que o poder público responsável pelo alvará de funcionamento é também diretamente responsável por tudo que venha a acontecer por ali.
Aquela área precisa ser transformada num ambiente mais agradável para o turista. Construção de quiosques, galpões, alguma coisa que permita o visitante ser tratado decentemente. Um local de pausa na caminhada onde se pode ficar um pouco à sombra para seguir adiante. Quem sabe aí abrir um espaço para exposições de artesanato, barracas organizadas com comidas regionais aproveitando a chance de propiciar além da divulgação de produtos regionais, abrir mercados para estimular novas atividades.
Seria interessante urbanizar e ordenar aquele espaço buscando outro lugar para o comércio e o parque que dificultam a entrada no corredor que dá acesso à Pedra.
Por acaso, eu viajei com um cidadão de Ipaumirim, oficial da Aeronáutica, residente em Manaus que veio para a festa. Ele elogiou bastante e chamou-me a atenção para a importância da distribuição de água no trajeto. Valeu a observação. Parabéns a Aucy e a quem mais teve essa idéia. São pequenas iniciativas que contribuem para melhorar a festa. É claro que com o aumento da visitação, elas precisam tomar outra dimensão para atender a demanda mas, por enquanto, já mostram que aos poucos nos damos conta de pequenas ações que podem ter um resultado positivo.
Já melhoramos bastante com a instalação dos banheiros químicos, com o atendimento emergencial de saúde mas ainda estamos longe dos equipamentos básicos que podem dar sustentação a eventos dessa amplitude.
Uma festa tão grande não se organiza na véspera, a improvisação é o pior cartão de visitas. As lideranças da comunidade precisam se entender, refletir e buscar alternativas se quiserem entrar por algumas possibilidades de financiamento que demandam planejamento, ações e avaliação, naturalmente acompanhados de uma convincente prestação de contas.
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